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A história de um sonho | O Jornal | Quem faz o TD
Fevereiro de 1993. Imóvel da Avenida Moaci, 2.053, Planalto Paulista, São Paulo, Capital. Reunidos Milton Rondas, então editor de Justiça do jornal “O Estado de S.Paulo”, Mauro Mello, recém-saído do próprio “O Estado de S.Paulo”, e Moacyr Castanho, cunhado de Milton e profissional da área de Marketing. Assunto principal: criação de um jornal jurídico. Milton, com a experiência da editoria do “Estadão”, estava ansioso para poder participar de um órgão de imprensa, mesmo menor, que não o “engessasse” tanto. Decidiu pela criação, inicialmente, de uma editora jurídica, que seria responsável pela publicação do jornal. Escolheu-se o nome : MMM (iniciais de Milton, Mauro e Moacyr) Editora Jurídica Ltda.. Sabiam apenas que teriam de fazer um novo jornal, talvez com 20 páginas iniciais. O nome (“Tribuna do Direito”) foi sugestão de Rubens Approbato Machado, ex-presidente da seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil e, com quem, Milton costumava “trocar figurinhas”.
O projeto gráfico foi encomendado ao artista plástico e ilustrador Júlio Minervino, então também no “Estadão” e amigo de Milton e de Mauro. O primeiro “boneco” (formato do jornal) foi feito por Fred Sartori, amigo de Milton e da esposa, Mary Ann. Com o “boneco” em mãos, Milton começou a acionar os amigos da época do “Estadão” visando obter anúncios que viabilizassem a ideia. Não demorou para ser produzido o primeiro número, totalmente custeado pelos anunciantes. Novo problema: como distribuir o jornal. A Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), então comandada por Clito Fornaciari Júnior, decidiu que o enviaria aos 12 mil associados; a Associação Paulista do Ministério Público, mais 1.200 exemplares para promotores e procuradores de Justiça; e a Associação Paulista de Magistrados, a 1.200 desembargadores e juízes. O jornal já poderia ser publicado com, no mínimo, 14.400 exemplares. Mas ainda era pouco. Mary Ann, esposa de Milton, que acompanhou o projeto desde o começou, criou um banco de dados (ainda no sistema DBase) para distribuir o jornal para outras associações de classe, personalidades ligadas ao Direito, órgãos públicos e faculdades.
A primeira sede da editora foi em um quarto nos fundos da casa de Moacyr Castanho (também na própria Avenida Moaci), onde um velho fax se incumbia de receber artigos, colaborações e anúncios. Os jornais produzidos ficavam na garagem de Milton. A casa virou uma “linha de montagem” do jornal: ali ele era dobrado, etiquetado, separado para ser enviado aos diversos destinatários.
Logo a editora estava em instalações próprias (no térreo de um amplo sobrado na Rua Basílio da Cunha), e já tinha novos colaboradores e havia incorporado novos suplementos.
Em 1998, modernizou seus equipamentos, com a aquisição de computadores e contratou pessoal especializado, com a editora passando a ficar responsável pela editoração eletrônica do jornal. Foi alugada uma nova casa, desta vez na Avenida dos Imarés, no Planalto Paulista, de onde sairia para a atual sede, na Rua Maracá, 669, Vila Guarani. De 1993 a 2001, o jornal foi publicado em preto e branco; em 2001, começou a “ganhar” cores; em agosto de 2002, passou a ter cores em toda as páginas. Hoje, o jornal tem circulação de 50 mil exemplares em formato tablóide, é impresso na Folha Gráfica, e é o único a publicar, regularmente, a íntegra do Exame de Ordem. Publica, ainda, mensalmente, um Caderno de Livros, com oito páginas, e um de Jurisprudência, com quatro.